sexta-feira, 8 de maio de 2009

Como sempre é.....

"...Tem muita gente que se distrai e é feliz para sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssimo por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto ser feliz porque uma ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia.
Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto de montanha russa, a vida. Isso porque creio possuir um certo grau de responsabilidade que me permite saber até que altura posso ir e que tipo de tombo posso levar sem me machucar demasiadamente: alto demais não vou, mas ficar no chão o tempo inteiro não fico.
Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar."

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pq eu sei....

Há um caminho ... cheio de intenções
Cheio de amores, cheio de horrores
Sua alma ... me disse que me quer
Eu sabia ... que você era diferente

Antes que o sol .. saia do céu
Nós teremos a 'mão amiga'
Sempre ... caminhando por aí .. foi o que eu entendi

Porque esse grande caminho, eu sei que é por você
Porque esse caminho, serve para ir .. e tocar seu coração .... e no caminho
Desfrutaremos o sol ....

Eu sei .. que o sol vai voltar...
E caminharemos por esse caminho
O caminho que eu vou cruzar até chegar a você, meu amor
E no caminho, no caminho .. nós vamos caminhar
A gente se olha ... e meu coração
Sempre chorando .. chorando de emoção

Porque esse grande caminho, eu sei que é por você
Porque esse caminho, serve para ir .. e tocar seu coração .... e no caminho
Desfrutaremos o sol ....

Porque esse caminho .. serve para ir ...
caminhando debaixo do sol .. aproveitaremos...
aproveitaremos a vida ... amor
porque a vida é diferente ... e nunca se deixe guiar por um mal caminho...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

COisas aleatórias

"Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois... se calhar... Deixe eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... experimente me amar!"

Martha Medeiros

terça-feira, 5 de maio de 2009

Me abrace

Saiba que este é
Meu último pedido.
Estou desesperada, sigo meus instintos.
Não me resta muito tempo a favor,
E antes de ir embora, seguir o meu caminho,
Quero te olhar um pouco e sonhar que o destino
É junto a ti, amor.
Fica um segundo aqui e me faz companhia,
Quero adiar a dor de me sentir sozinha.


Me abrace,
Me abrace,
Me abrace,


Sei que este é
Meu último pedido,
Que seremos só, apenas, bons amigos;
Assim será melhor.
E antes de ir embora, seguir o meu caminho,
Quero te olhar um pouco, sonhar que o destino
É junto a ti, amor.
Fica um segundo aqui e me faz companhia,
Quero adiar a dor de me sentir sozinha.


Me abrace,
Me abrace,
Me abrace,


Sinta, meu coração está queimando.
Eu não quero compaixão, quero te ter comigo
Um pouco mais, por favor.
Me abrace,
Me abrace (sei que nada sou sem você do meu lado),
Me abrace (nada sou).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Casar por amor é uma péssima idéia! - Parte 1

Nossos sentimentos e emoções vem e vão, crescem e desaparecem, como fases da Lua. Por que então tomá-los como base de nossas relações?

(...)

Nós queremos ser chacoalhados. Filmes, músicas, drogas, álcool, chocolates, viagens, sapatos, amores… Somos felizes quando somos movidos por algo. Toda paixão – como já sugere a raiz grega, páthos – é uma forma de passividade. Nós sofremos paixão, padecemos, nos assujeitamos. Caímos arrebatados, atropelados. We fall in love: a paixão é algo que nos acontece.

Primeiro, a confissão “Estou apaixonado por ele!”, que significa “Ele faz coisas comigo, ele me deixa viva, linda e feliz”. Depois, “Eu te adoro”, nada diferente de pedir que o outro continue nos movendo, seguido pelo clássico “Eu te amo”, ou seja, “É por você que quero ser amada”. E enfim o pedido de casamento, cujo discurso gira em torno de “Eu nunca fui tão feliz como nos últimos anos, por isso quero passar o resto da minha vida com você” (assista aos dois primeiros pedidos: os caras não falam da vida delas, mas de sua própria felicidade). Em nosso autocentramento, o “Eu” de tais frases não é ator algum. É sujeito.

Se casamos por um amor desses, assim que o outro pára de nos mover, de injetar felicidade em nós, de causar tesão, nossa passividade se revela pura estagnação (pois afinal nunca nos movemos de fato, é sempre o outro que nos puxa de lá para cá). Quando ele pára de nos mover, paramos de amar. Trocamos então o “Eu te amo” por “Eu quero me separar”. O motivo? O outro nos fazia feliz, agora não mais. Razão suficiente para terminar uma relação, não é mesmo?

Se fosse apenas com as relações amorosas… O sentimento é considerado critério de veracidade, referencial ético, fundamento inquestionável para qualquer ação. Ele saiu do trabalho porque não estava se sentindo bem lá. Ela fuma porque gosta do que o cigarro a faz sentir. Ele quase não visita sua família porque se sente desconfortável entre tios e primos, gente chata e sem graça. E, claro, ela terminou o casamento porque o amor acabou. Os sentimentos são nosso refúgio e nossa certeza. Nossa intuição mais profunda: “Se eu sinto assim, então só pode ser verdade!”.

Tomando os sentimentos e as sensações como referencial, procuramos por tudo aquilo que nos faz sentir bem e nos afastamos das situações e seres que não nos trazem prazer. Com isso, nos tornamos mimados: “Rúcula eu não como porque não gosto”. A nova geração de homens “frescos” que não comem alguns legumes e verduras é impressionante! Esses dias conheci um cara que não come mamão. Pode isso? (Toda mulher deveria desconfiar do desempenho sexual de um homem que não come de tudo).


(...)

Como sabemos que nos indispomos ao menor desconforto (e que o outro funciona do mesmo modo), evitamos ao máximo causar atritos no sentimento que elegemos como base da relação. Sob o risco do amor do outro acabar, temendo sermos abandonados como um brinquedo antigo jogado no fundo do armário, também mimamos nossos maridos e esposas. Tentamos não confrontar suas negatividades para que eles nunca deixem de se sentir amados. Ao mesmo tempo, nós também queremos nos sentir amados, então mimamos para sermos mimados – eis nosso pacto de mediocridade.

(...)

Como sentimento, o amor é inseparável da paixão que o fez nascer. É a lembrança dessa vinculação que, depois de anos de relacionamento, nos preocupa lá pelo quarto mês de paixão ausente: “Ele não me procura mais”, “Ela parece que não gosta mais de mim”. Se não há paixão, parece não restar mais amor, então outros sentimentos e emoções tomam conta do casal (já que o sentimento é sua fundação), muitas vezes o fazendo ruir de dentro para fora. Sem amor, qual o sentido de ficar junto?

Nosso mimo hedonista quase não é um problema comparado ao sofrimento gerado pela impermanência, pelas oscilações dos sentimentos. Funciona assim: um sentimento surge, dita o que é verdade para mim, dá sentido a todo o meu momento e me impulsiona para uma ação, então me movo em uma direção, até que o sentimento cessa (e com ele a verdade, o sentido e a ação) e me sinto perdido, confuso e impotente, sem entender como fui parar em um local desconfortável sendo que estava andando em direção a um horizonte de felicidade.

Exemplos? Alguns casos que recebi por email nos últimos meses: uma mulher casada se apaixonou por outro, se separou para viver a paixão (que acabou) e agora sofre por não conseguir voltar para o casamento; um homem entrou em uma relação porque se sentia bem com a parceira mas não queria tomar esse direcionamento na vida e agora está mal por ter deixado seus projetos de lado; uma mulher que não gosta mais do marido, mas tem uma vida perfeita de casal, deseja muito se apaixonar por ele novamente, caso contrário diz que terá de se separar…

Se colocamos duas pessoas, lado a lado, se amando assim, arrastadas por sentimentos, qual a probabilidade de elas continuarem próximas por um longo tempo?

Continua…



FONTE: http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/