quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Velhos Sinais

Eu te mostro todos aqueles velhos sinais
Eu te deixo as portas abertas
Eu aposto só no que a Verdade nos traz
E no bem que ela desperta
Eu não vou dizer mentiras pra te conquistar
Eu não vou dizer bobagens pra te impressionar
Até imagino aquilo que você quer ouvir
Mas não vou dizer nada
Só basta você sentir


Saiba ouvir seu coração
E deixe seus medos pra trás
Vai fluindo a emoção
E o tempo que vai te mostrar

Como é grande o peso das barreiras morais
Tentam te dizer o que é certo
Desvendar o mundo e ver o Céu por detrás
Ele só está encoberto
Eu não vou dizer mentiras pra te conquistar
Eu não vou dizer bobagens pra te impressionar
Até imagino aquilo que você quer ouvir
Mas não vou dizer nada
Só basta você sentir

Qual é a voz
Que vai dizer
O que é bom pra mim
O que é bom pra você?

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Desapego




"Só podemos perder o que não temos
Na última semana, terminei de ler um livro que um amigo muito querido me presenteou. Falava de auto-descoberta, auto-conhecimento – tratava de temas complexos sobre o expandir da consciência, ampliar o olhar sobre si mesmo – tudo banhado de espiritualidade e conceitos da psicologia. Enfim, dentre os inúmeros temas que pude revisitar ao ler esse livro, um em especial me chamou a atenção: a morte. Nesse capítulo o autor deixava claro um ponto que quero compartilhar com você: a questão da perda.

É verdade que toda perda é um processo dolorido, sofrido. Um processo que nos faz pensar e repensar, refletir sobre nossas vidas, nosso tempo, a forma como aproveitamos ou não esse milagre que é viver e se relacionar, estabelecer relações. Tudo isso faz sentido se ampliarmos o conceito da morte e compreendermos que morremos todos os dias e, renascemos todo amanhecer. A morte nada mais é que o fim de um ciclo e início de outro.

Desapego
E, se morremos, ou melhor, perdemos algo de um lado, de outro ganhamos com certeza. Morrer, romper, terminar, deixar – tudo isso demanda desapego, amor próprio, demanda o aceitar, confiar e agradecer o que recebemos. Um alento é saber reconhecer que só perdemos o que não temos. Explico: só perdemos o que não é nosso, não nos pertence, não agrega, não soma, não nos faz melhor.

Vou tentar clarear… Se só perdemos o que não temos – tudo o que temos levamos conosco. Sensações, emoções, sentimentos – tudo o mais é transitório. Isto é, se alguém próximo se foi, podemos sempre ficar com o que construímos. Com o que vivemos e experimentamos juntos. É de fato só isso o que temos – bons ou maus momentos.

Talvez por isso muitos afirmem que a felicidade é uma soma de bons momentos… Ser feliz é estar mais feliz do que triste no tempo que temos para administrar nessa passagem. O quanto antes conseguirmos entender que a vida é uma passagem, viver se tornará muito mais possível além de mais prazeroso, mais delicado.

Então, exercitar o desapego, o soltar as amarras e travas que nos distanciam do que temos de melhor – nós mesmos – ficará muito mais fácil. Saber o que temos é, por isso, parte do nosso crescimento. Do nosso auto-conhecimento, nossa auto-descoberta. E, para tanto, precisamos passar a olhar com os olhos da verdade, da beleza, da ética, do amor… No mais, tudo vai dar certo.

Máscaras
A questão é que, por vezes, temos tanto medo de olhar a nossa verdade que utilizamos diferentes artimanhas para nos afastar desse nosso centro. Vivemos assim com base no medo de sermos descobertos; na ilusão de que vamos conseguir enganar a todos, inclusive a nós mesmos e, nesse sentido, inflamos nosso ego, praticamos a vaidade, nos apegamos a uma imagem ou imagens que não podem ou jamais serão nossas.

Por isso sofremos. Sofremos nas nossas relações, na nossa existência. Afinal, bem no nosso íntimo sabemos que a máscara que tanto lustramos um dica cairá. E então vamos de uma única vez nos deparar com tudo o que fizemos para tentar tapar o sol com a peneira – a nossa alma, nossa essência – com os véus… Desiludimo-nos, perdemos o outro, perdemos a relação…

Em função de tudo isso fica aqui um convite: faça uma auditoria pessoal. Tente compreender o que é de fato seu e o que não é. Depois de tudo visto, liberte-se. A relação com certeza agradecerá… O outro e o seu ser também."


Por Sandra Maia

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Meu amor maior

Toda vez que vou escrever algo pessoal, vindo de meus próprios pensamentos eu começo com a frase: "Tenho pensado muito ultimamente em...(...)"

Mas hoje devo começar com: "tenho sentido muito ultimamente..."
Pensar é algo que fazemos mais de 12 horas por dia. Eu por exemplo ando sim, pensando MUITO ultimamente.
Só que mais que pensar, refletir, explorar meus pensamentos, eu tenho sentido muito.

Sentido muitas variações do amor, da saudade, do pertencimento.

Se eu pudesse expressar a falta que tu me faz, a saudade que sinto de ti e principalmente o imenso amor que descobri ter por você.....talvez, só talvez, eu conseguisse suportar melhor todas essas mudanças.



Eu sei que um dia eu voltarei pra ti, pra poder estar contigo, andar nas praças, sentir o cheiro das ruas, com tuas primaveras floridas e teu jeitinho acolhedor.

Já escrevi tanto sobre isso, já falei tanto do meu amor por ti que não tenho muito mais a dizer.

Não posso reclamar das minhas escolhas, por eu estar longe de ti, longe do meu apartamento, da minha vida, não, não posso.
Definitivamente não.
Mas posso ter saudade, sentir tua falta e desejar voltar.
Isso eu posso e faço.
Todos os dias.

Nunca imaginei encontrar meu lugar no mundo.
Encontrar meu pertencimento.
Mas achei em você tudo e um pouco mais.
E como já disse tantas vezes aqui nesse blog, esse amor só tem crescido cada vez mais.

Tento suportar tua falta, a falta das tuas ruas, da tua cultura e do teu povo.
A falta do clima acolhedor, e do clima de quatro estações em um só dia.
A falta da tua gastronomia e da tua boêmia.

Ah, Porto Alegre...
Como dói estar tão longe de ti....



Mas eu sei que um dia estarei junto de ti, voltarei pra vc, como um filho que se foi cedo demais.
Cada dia que passa tenho mais certeza da minha ligação contigo e mesmo que eu tivesse imaginado que seria difícil nos primeiros meses, pensava que o tempo ajeitaria tudo, daria um certo distanciamento de sobrevivência.

Mas não é assim. O tempo só faz crescer meu sentimento e a certeza da tua falta.
Mas deixa estar.
Sei que esse momento meu, de estar aqui, é necessário. Vou tirar o melhor proveito disso até o momento que o destino nos unir novamente.

Eu amo PORTO ALEGRE.
A cidade que eu escolhi pra viver e que eu sei, me escolheu também.
Meu amor maior.





PARA RELEMBRAR:
http://simplesmentelela.blogspot.com/2010/09/o-adeus-mais-dificil.html

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pensamentos soltos.....

...E toda vez que você me nota
Me abraçando apertado. e dizendo coisas doces
Eu não acredito que você
Estaria sendo sincero e falando a verdade
Meus pés estão livres e eu estou partindo
Eu não vou ficar aqui me sentindo sozinha, mas
Eu não me arrependo e eu não acho que isso
Foi só uma perda de tempo...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011