sexta-feira, 26 de junho de 2015

O IDIOTA E A MOEDA


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se
divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.

Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam… é problema deles.

Arnaldo Jabor.
Para reflexão!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A tal da empatia.

Empatia.
Capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender seu momento.

Algo tão difícil de se ver hoje em dia que não sei dizer se me assusta ou me entristece.

Recentemente passei pela pior experiência da minha vida. E desde então, venho percebendo o valor desse gesto simples no dia a dia da gente.

As cobranças existem o tempo todo, e existirão até o fim dos tempos, mas se aperceber que você pode ter um papel importante na dor do outro para suavizar as suas cargas emocionais é a única saída pra nos ajudar a ser mais humanos.

A cabeça de quem está sofrendo, chorando uma perda, as vezes fica fora do ar e a única coisa que salva é a tal da empatia.

A verdade é que a gente não escolhe sofrer. Ninguém saudável quer ficar chorando pelos cantos.
Mas as vezes, mesmo quem está sofrendo, precisa parar e respirar pra ajudar a dor do outro. Mesmo em momentos difíceis, precisamos abrir espaço no coração e esquecer que o nosso mundo está um caos.

É a tal da empatia.

E confesso que neste momento tenho me agarrado a ela pra sobreviver. Esqueci meus problemas. Esqueci do rapaz que gostaria de conquistar e até esqueci um pouco das minha amigas. A dor, as vezes toma conta da nossa vida. Mas me esqueci um pouco dela também.
Hoje os meus problemas são um pouco mais sérios do que um relacionamento que não deu certo ou de um trabalho da faculdade que esqueci de entregar.

Hoje preciso de organização, respeito, empatia.
Inclusive aquela que dou a mim mesma.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Revoltada

Hoje estou sendo obrigada a me revoltar.
Só hoje estou me permitindo sentir tanta raiva que até mesmo quem não me conhece direito vai estranhar tamanha indignação.

Não sou alguém que fuxica a vida dos outros, não faço fofoca, tenho uma vida extremamente interessante para perder tempo olhando a dos outros.  Dificilmente você vai me ver ou me ouvir deliberar sobre o que os outros fazem, escolhem fazer, ou não. Muito raramente você vai se aperceber da minha figura se metendo na vida dos outros. Mal faço isso com as minhas amigas....quiçá com gente que mal convivo.

Torço pela felicidade alheia. De verdade. E procuro acreditar que as pessoas saibam a melhor forma de chegar lá.
E por ser assim...acabo sofrendo de ignorância.
Sim. Ignorância.
Porque eu ignoro que existam pessoas exatamente ao contrário de mim. 
Ignoro que existam pessoas que não torcem pela felicidade alheia.
Ignoro que existam pessoas tão infelizes e vazias que não tem um saco pra coçar ou problemas pra resolver.

Estou de saco cheio disso.

Mas suspeito que pior ainda são aquelas pessoas que não tem atitude. Quem não tem coragem de enfrentar isso.
Tão diferente de mim.

sábado, 11 de abril de 2015

Quando a gente cansa.

Cansei.
Cansei de você. Do nosso caso. Do teu descaso.

Cansei de esperar o que sinceramente, não penso que vai acontecer.
E se você acha que eu esperava te ver mudar, estás muitíssimo enganado.

Cansei de vê-lo fugir. Cansei de me colocar no seu lugar.
Cansei do teu egoísmo e do teu infantilismo.

Cansei da tua cegueira e da tua normose.
Essa doença absurda de ser normal.

E acho que quando a gente cansa é mais fácil.
Mais fácil até de seguir em frente.

Não vais me ouvir falar. Não vais me ouvir brigar.
Não vou chorar nem debater.
Muito menos te convencer.

O fato é que não vou precisar fazer nada pra você saber.
E quando você se der conta, só quem perdeu foi você.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Idas e Voltas



Se eu não te fizer chorar
Se eu não te fizer sofrer
Fica comigo essa noite o tempo que quiser enquanto se sentir bem.

Adoro quando você fica, fica, fica
E vai ficando
Me desacostumando a ficar sem
E odeio quando você vai vai vai vai vai vaai
E demora pra voltar

Eu nunca sei se a gente só tá revivendo
Ou tentando recomeçar

Toda história de amor é assim
Tem idas e voltas
Mas se nos dois chegarmos juntos no fim
Nada mais importa

Toda história de amor é assim
Tem idas e voltas
Mas tem que ter final feliz
Mesmo sendo escrita por linhas tortas

E adoro quando você fica, fica, fica
E vai ficando
Me desacostumando a ficar sem
E odeio quando você vai vai vai vai vai vaai
E demora pra voltar

Eu nunca sei se a gente só tá revivendo
Ou tentando recomeçar

Toda história de amor é assim
Tem idas e voltas
Mas se nos dois chegarmos juntos no fim
Nada mais importa

Jorge e Mateus